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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

iLUMiNAÇÃO DE HABiTAÇÃO

 

Hoje, vou falar sobre os tipos de iluminação a utilizar em cada espaço da habitação. Através de uma correta utilização da iluminação, é possível dar ao espaço um aspeto mais acolhedor ou frio e, também, dar destaque a objetos ou espaços que merecem mais atenção! Dá uma vista de olhos:



/// SALA DE ESTAR ///

É o desafio mais interessante, pela diversidade de actividades que aqui se podem desempenhar. Cada uma destas actividades necessita de uma iluminação adequada. Quaisquer que sejam as suas dimensões, a sala de estar deverá ser iluminada por diversas fontes, que permitirão jogar com as luzes, modificá-las, regulá-las, valorizando-se, desta forma, os espaços existentes.
Antes de mais, é essencial uma iluminação geral suave. Poderá ser difusa, indirecta, conseguida, por exemplo, com sancas. No entanto, tal não significa que, simultaneamente, não se utilizem pontos de iluminação directa ou pontual, sobre zonas específicas. Existem dois meios diferentes de iluminar uma sala, de forma indirecta:
Sem tecto falso: instalando iluminação linear numa sanca afastada do tecto, que parecerá mais alto, reflectindo sobre a sala esta luz homogénea e sem sombras.
Com tecto falso: por exemplo, deixando em redor da sala um espaço suficiente (15-20 cm) para colocar alguma iluminação linear. Desta forma, o tecto falso, agora saliente, pode ou não ser iluminado. As paredes iluminadas reflectem a luz sobre a sala, que parecerá maior.
O espaço periférico pode servir, simultaneamente, como caixa para os cortinados. A sala é iluminada em todo o seu perímetro, o que produz um efeito de rebaixamento visual do tecto.
Para uma iluminação pontual, deverão ser escolhidas outras peças de iluminação. Os candeeiros móveis são uma boa escolha, uma vez que a luz directa poderá servir tanto para leitura como para iluminar outra qualquer situação específica. É sobretudo na sala de estar que se podem fazer jogos de luz, criando efeitos decorativos.


/// ESPAÇO DE REFEIÇÕES ///

Devemos iluminar a mesa e não os seus ocupantes, pois é desagradável receber a luz na cabeça ou nos olhos. Quanto mais alta for a iluminação, mais acentuará os defeitos do rosto. Pelo contrário, a luz projectada sobre a mesa é reflectida por esta, iluminando os rosto de baixo para cima. Desta forma, atenua as irregularidades do rosto, tornando os seus traços mais suaves. A distância ideal será a cerca de 60 cm da mesa. Se necessário devemos usar fontes de luz de pé ou colocadas em calhas, no tecto. No caso de uma mesa comprida, devemos considerar a colocação de mais do que uma suspensão.



/// QUARTO ///
 
Neste caso, a iluminação também pode ser muito variada mas, no entanto mais simples, pois no quarto deverão desempenhar-se menos funções. A iluminação geral poderá ser conseguida através de sancas ou apliques de parede. Será também de considerar a colocação de fontes de luz no interior de armários fechados ou roupeiros. Outra iluminação imprescindível é a da cabeceira da cama, frequentemente associada aos candeeiros de mesa de cabeceira. Devemos ter o cuidado de não colocar esta iluminação muito baixa. O efeito correcto poderá também conseguir-se através de apliques orientáveis, colocados um de cada lado da cama, com interruptores próprios e independentes. O feixe de luz deverá suficiente para permitir a leitura, sem incomodar o vizinho do lado, eventualmente adormecido. No caso de “twin beds”, separadas por uma mesa de cabeceira, os apliques deverão ser colocados centralmente, apontado cada um para uma cama. Podem instalar-se outras fontes de luz, algumas delas dirigidas para o tecto, originando uma iluminação geral.
Os aparelhos deverão ser controlados a partir de diferentes interruptores.



/// QUARTO DAS CRIANÇAS ///
 
A iluminação deverá ser muito suave. Um controlador de fluxo é adequado para o efeito, tendo a atenção de não o colocar ao alcance das crianças.
A zona de trabalho deve ser iluminada de forma mais intensa do que a iluminação geral, a fim de evitar grandes contrastes luminosos, que provocam cansaço visual.
Um candeeiro articulado é excelente para iluminar uma secretária, mas não é suficiente para o resto da divisão. Necessita ser complementado com iluminação geral, de ambiente.


/// COZINHA ///
A iluminação deverá ser tanto geral como pontual, neste caso, sobre todos os planos de trabalho. A cozinha é um local onde a iluminação linear é muito útil, podendo ser colocada sob elementos de arrumação (armários suspensos), não exposta à vista.


/// ENTRADA E OS CORREDORES ///

Estas divisões necessitam de uma iluminação geral ligeiramente mais fraca do que a das salas principais. Os spots são indicados para o efeito, conjugados com uma iluminação geral. 



/// ILUMINAÇÃO DE PONTOS PARTICULARES ///

Cortinados | a iluminação pode ser colocada na caixa dos cortinados. A iluminação linear é ideal para este efeito. Existem duas formas de o fazer: à frente dos cortinados (forma muito utilizada, em que, com uma iluminação intensa, quem estiver do lado de fora consegue ver para o interior, não sendo possível ver para o exterior) ou por trás dos cortinados (mais perto da janela. Os cortinados são iluminados por transparência, tal como durante o dia. Não é possível ver o interior a partir da rua, a não ser que a sala esteja fortemente iluminada.

Espelhos | é necessário ter cuidado com os reflexos. O importante é iluminar a imagem que o espelho reflecte e não o espelho em si. Caso queiramos aproveitar a luz do dia, devemos colocar o espelho em contra luz, perto de uma janela. O utilizador do espelho não será encandeado: a luz que entra pela janela é abundante. Para a iluminação nocturna, bastará colocar fontes de luz lateralmente, em branco quente. Deste modo, o rosto será iluminado simetricamente, tal como nos camarins de espectáculo. Caso se opte pela colocação de apliques de aspecto mais clássico, os mesmos deverão ser colocados de ambos os lados do espelho.
Vitrinas | com caixas de luz, não expostas à vista, colocadas vertical ou horizontalmente em torno da vitrina. Se esta tiver portas de vidro, as fontes de iluminação deverão ser colocadas por detrás das mesmas, por forma a evitar reflexos.
Quadros | o facto de o quadro estar isolado ou acompanhado por outros, pode fazer variar o tipo de iluminação mais adequado. No primeiro caso, uma obra isolada deverá ser iluminada com um projector especial, se possível dissimulado, com um feixe de abertura mais apertado, que permita iluminar apenas o quadro. A utilização de projectores direccionáveis, sobre um quadro ou escultura, produz um efeito interessante, graças ao jogo de sombras que, também ele pode ser considerado um elemento decorativo. No segundo caso, devemos fazer incidir um feixe luminoso mais intenso sobre as obras de arte (alinhadas ou agrupadas). O resto da divisão deverá ter uma iluminação suave.




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